Se a Pintura é arte, a Escultura é arte, a Música é arte, a Dança é arte, a Arquitetura é arte, o Desenho é arte, porque é que quando se fala de Moda, existe uma resistência em associá-la à arte?
Porque é que quando se trata de imprimir a arte em nós próprios, em exprimir a arte através da nossa imagem e autoconfiança, porque é que é futilidade?
Parece-me aqui que uma visão retrógrada e preconceituosa que, ainda que mascarada, representa a maior parte da sociedade mundial:
- A Moda é um sector abrangente e lindo, que traduz a beleza do ser humano.
- A Moda serve para despertar o exponente máximo de beleza de uma Pessoa, torná-la mais bela, o que se repercute no aumento da sua autoconfiança e, consequentemente, aumenta a sua felicidade, tornando-se uma pessoa concretizada e bem sucedida.
- A Moda é um sector que tem como princípio a originalidade, criação e inovação. A partir destes princípios o sector da moda tem tido um crescimento exponencial, abrangendo diversos sectores.

Apesar de haver uma certa tendência para associar a Moda à futilidade, a verdade é que estamos a falar de um sector que cresce mundialmente, movimentando milhões de euros diariamente.
O Direito da Moda ou Fashion Law aparece-nos aqui como um meio de regular toda esta indústria milionária e ilimitada. Tendo em conta que o Direito da Moda regula todas as questões relacionadas com a indústria, cabem aqui diversos ramos do Direito, tais como: Direitos de Autor, Direito de Propriedade Industrial, Direito da Publicidade, Direito Empresarial, Direito dos Contratos, Direito do Consumidor, Direito Aduaneiro, Direitos Humanos, Direito Laboral e até Direito da Inteligência Artificial, entre outros.
Por este motivo, torna-se imprescindível a análise, aconselhamento e segurança jurídica no que respeita tanto a empresas de moda, bem como relativamente a influencers ou modelos, tendo em conta a enorme multidisciplinaridade que caracteriza o Direito da Moda.
Assim, todos os agentes diretamente ou indiretamente ligados à indústria da Moda, necessitam de se prevenir juridicamente em todos os ramos do Direitos que compõem o Direito da Moda.